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UNIMED – PATRIMÔNIO DE SERGIPE

 

A Unimed dos sergipanos foi fundada em 17 de janeiro de 1984, mas somente 10 meses depois, em 19 de novembro de 1984, começou de fato a funcionar.

O Sistema Unimed, que teve na singular de Santos a sua primeira experiência de cooperativismo médico no Brasil, fundada em 1967, possui hoje números que impressionam e que demonstram seu franco crescimento. Tratado em conjunto, constitui a maior cooperativa de trabalho médico do mundo, superando com folga o país que lançou a semente do cooperativismo de consumo, com os tecelões de Rochdale, na Inglaterra, as cooperativas de crédito da Alemanha e as de produção industrial, da França. Nem o maior país cooperativista do mundo na atualidade, a Espanha, conseguiu acompanhar.

O Sistema detém atualmente 30% de participação no mercado nacional de planos de saúde, atendendo quase 15 milhões de clientes. São 376 cooperativas com abrangência em 75% do território nacional, nas quais 103 mil médicos cooperados desenvolvem suas atividades. São números expressivos.

No Brasil, o cooperativismo só tomou impulso a partir de 1932, com o Decreto 22.239, no governo revolucionário e depois ditatorial de Getúlio Vargas (1930-1945). Nas décadas de 60 e 70, as cooperativas agrícolas alcançaram seu ponto máximo de desenvolvimento em função das altas cotações da soja no mercado internacional e das facilidades de crédito.

O grande líder do movimento cooperativista médico nacional foi Edmundo Castilho, que lançou a semente, viu-a brotar e a fez crescer até o momento da absurda ruptura, em 1998, que somente atendeu a vaidades e interesses de uma massa derrotada, fragmentando perigosamente o sistema em duas vertentes e trazendo prejuízos incalculáveis para o sistema. Felizmente, o ano de 2007 marcou definitivamente o processo de reunificação plena do sistema, tornando a Unimed agora mais preparada para os grandes desafios que se descortinam. Pena que os artífices dessa tragédia não tenham sido responsabilizados pela insana decisão.

A fundação da Unimed Santos , a primeira cooperativa de trabalho na área de medicina do país, teve na liderança do médico Edmundo Castilho seu grande instrumento. Depois da criação da Associação Médica Brasileira em 1951 e do Conselheiro Federal de Medicina em 1957, nada de novo se apresentava para a categoria, ameaçada pela exploração mercantil da medicina e pela “proletarização” do médico, que ficava impedido de exercer com liberdade e dignidade sua profissão liberal. Se de um lado havia o Estado, perdulário e ineficiente, do outro acontecia a proliferação de empresas “atravessadoras”, interessadas na exploração do trabalho médico (como ainda existem nos dias de hoje). Com a criação da cooperativa, os médicos começavam a reagir e esse estado de coisas. Pena que a desconfiança e a indiferença da própria categoria tenham sido tão grandes nos anos iniciais.

A medicina assistencial no Brasil atravessava um momento de grande efervescência pelas transformações estruturais da Previdência Social e pelo processo de desacerto da política de saúde do Governo. Nesse cenário, a seriedade e a credibilidade do cooperativismo médico, originário de São Paulo, fez com que outras Unimeds fossem criadas e implantadas por todo o país, como aconteceu no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Brasília, entre outros.

Na década de 70, surgiram as Federações Unimed, visando padronizar procedimentos operacionais e estimular a troca de experiências entre as cooperativas de um mesmo estado. Em 28 de novembro de 1975, foi criada a Confederação Nacional das Cooperativas Médicas - Unimed do Brasil, entidade máxima do Sistema Unimed, que congregaria Federações e Singulares de todo o país.

Aílton Pita Falcão

Sergipe somente veio a ter a sua Unimed em 1984, dezessete anos após a fundação da Unimed de Santos, graças à garra e à dedicação do médico Aílton Pita Falcão (foto). Lutando contra a oposição de alguns e a indiferença de muitos, Pita, à época com 34 anos de idade, conseguiu o seu intento, reunindo mais 19 médicos e promovendo a Assembléia Geral de fundação da cooperativa – a Unimed Aracaju, em 17 de janeiro de 1984. Vinte era o número exigido para se fundar uma cooperativa e naquela memorável noite, na sede da SOMESE, sob o seu comando, Antonio Franco Cabral, Antonio Garcia Filho, Apolônio Silva, Cleonaldo Araújo, Edney Caetano, Fátima Medeiros, Gervásio Monteiro, Jaílson Santana, João Augusto Figueiredo, João Maria de Oliveira, João Vieira, Jorge Morais, Jose Carlos Mota, José Hudson Figueiredo, José Job de Carvalho, José Maria Rodrigues Santos, José Villela Coronado, Marcos Prado Dias e Marta Hagenbeck assinaram a histórica ata de fundação.

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Garcia

Registre-se um fato notável: a presença de dois médicos consagrados, professores da nossa Faculdade de Medicina, que acreditaram nas idéias do cooperativismo e emprestaram os seus nomes para o prestígio da entidade. A presença deles nesse movimento, entretanto, não era de surpreender. Garcia (foto à direita), então com 67 anos e Zé Maria (foto abaixo), mais novo, com 55, sempre tiveram posições de vanguarda na sociedade médica de Sergipe, o primeiro como o fundador da Faculdade de Medicina, a única existente em Sergipe e o segundo como o difusor da moderna radiologia e líder de classe. A presença dos dois no grupo fundador, sem dúvida, deu maior credibilidade à cooperativa nos seus anos iniciais. Mesmo assim, os dias que se seguiram não foram fáceis.

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Zé Maria

A citada Assembléia de fundação foi presidida pelo médico Antonio Cabral e secretariada por Marta Hagenbeck. Lido o anteprojeto do Estatuto Social, foi o mesmo aprovado por unanimidade, nascendo a partir daquele instante uma nova instituição de médicos no estado: a Unimed Aracaju, com o “objetivo de congregar os serviços dos médicos cooperados, proporcionando-lhes condições de executar trabalho médico-hospitalar para a sua defesa econômico-social, sendo fundadores todos aqueles cujos nomes, qualificações e número de cotas-parte do capital se achavam descriminados na presente ata e na lista nominativa do Capital Social”. Em seguida, foi eleita a primeira diretoria executiva. Como Presidente o doutor Ailton Pita Falcão; vice-presidente: Dr.José Carlos Mota e Superintendente, Dr.Edney Freire Caetano. Foram eleitos ainda como vogais do Conselho de Administração os cooperados Marcos Aurélio Prado Dias, Jaílson Santana de Oliveira, Antonio Franco Cabral, Gervásio Monteiro e José Job de Carvalho. Para o Conselho Técnico, como efetivos, foram eleitos os médicos Marta Hagenbeck, Fátima Medeiros e Villela Coronado. Como suplentes, Cleonaldo Araújo, João Maria e Apolônio Silva. O primeiro Conselho Fiscal da Unimed Aracaju ficou assim constituído: como titulares, os doutores Antonio Garcia, José Maria Rodrigues e José Hudson de Figueiredo. Como suplentes, os médicos Jorge Antonio Góis de Morais, João Augusto Figueiredo e João Vieira. Com a proclamação dos eleitos, deu-se de imediato a posse da primeira diretoria. Na oportunidade, cada cooperado subscreveu 100 cotas-parte, num valor de CR$ 2.000.000,00 (dois milhões de cruzeiros), em moeda da época.

Em 31 de janeiro, portanto 14 dias após, aconteceu a segunda Assembléia Geral, com a presença de 14 cooperados. Mais uma vez a reunião aconteceu no auditório da Somese. Nesse curto espaço de tempo, a cooperativa havia conseguido incorporar mais 33 médicos. Entre eles, já presente na oportunidade, a Dra. Neide Tavares, secretariou a sessão, que aprovou o ingresso da cooperativa na Federação Norte-Nordeste, com sede em João Pessoa. Nessa mesma assembléia, foi demonstrada para os presentes a grande dificuldade que a cooperativa vinha tendo para credenciar clínicas, laboratórios e hospitais, e notadamente serviços de radiologia, em função das tabelas de preço oferecidas. A maior parte dos serviços de saúde só aceitava firmar convênios se a Unimed remunerasse “igual à tabela da Petrobrás”. Como prova de confiança e apoio à instituição que estava começando, a Clínica Renascença, a Uniclínica, a Climedi, a Prontoclínica, o Labopec e a Anaclin aceitaram trabalhar com valores menores. Mas faltava ainda um serviço de Raios-X e a Clínica Radiológica Cliras “bateu o martelo”. Aceitava a remuneração, mas iria propor à Sociedade Sergipana de Radiologia que aprovasse a medida, o que de fato aconteceu. Assinaram essa ata, os médicos Marcos Prado Dias, que ao lado de Pita, Edney e Neide, compuseram a mesa dos trabalhos, e mais os cooperados Paulo Amado, Antonio Carlos Morais, Coronado, Eudes Eugênio Santana, Gervásio Monteiro, Watyson Oliveira, Naira Villar Souza, Osvaldo Ávila, João Maria e Jorge Morais.

 

FOTO

Ninguém na Unimed conhecia o funcionamento de um plano de saúde, um segmento totalmente sem regulação, nas mãos de tradicionais operadoras, medicinas de grupo e seguradoras. Nem mesmo se sabia como atuavam suas co-irmãs. Partindo dessa necessidade, Pita precisou contratar uma pessoa para dar início ao processo de recrutamento de médicos, clínicas e, claro, clientes! Foi assim que Hélia de Melo Fontes(foto) se tornou a primeira funcionária da Unimed Aracaju. Ao lado de Pita, passou a experimentar grandes dificuldades para pôr em funcionamento a cooperativa. Faltavam clínicas, hospitais e...clientes! Começaram então os dois a fazer uma árdua peregrinação pelos consultórios dos médicos, para convidá-los a ingressar na cooperativa e um deles, pasmem, que atendia no Centro Médico Odontológico, chegou a expulsar Hélia da sala, tamanha era a sua desconfiança. Outros, mais cordatos, simplesmente diziam um sonoro não! Mas eles não desistiam...
Em agosto, aconteceu um fato marcante. Numa convenção das Unimeds ocorrida em Goiânia, as singulares filiadas à Federação Norte-Nordeste, aprovaram uma ajuda técnico-operacional e financeira para a mais nova cooperativa do sistema. Era uma boa notícia naquele momento. Valera a pena os esforços de Pita para convencer seus colegas dirigentes.

No mesmo mês, Hélia seguiu para a Paraíba com o objetivo de conhecer na prática o funcionamento de uma cooperativa, a Unimed João Pessoa, fundada por Reginaldo Tavares e uma das pioneiras no nordeste brasileiro. Lá ela permaneceu por 18 dias, recebendo orientações de Francisco de Assis, Gerente Comercial da Unimed João Pessoa.

De regresso a Sergipe, Hélia passou a transmitir seus conhecimentos e com a chegada do recurso prometido, foi possível fazer os primeiros investimentos. Nessa altura, contávamos com pouco mais de 100 clientes, funcionários de empresas de outros estados que atuavam em Sergipe e 52 cooperados. A primeira empresa local a contratar a Unimed foi a Schahin Cury e através de intercâmbio a Unimed Aracaju passou a atender usuários da Fundação Chesf e do Banco Bamerindus, clientes da Unimed de João Pessoa. Já dava então para começar e em 19 de novembro de 1984, iniciava de fato a funcionar a Unimed dos sergipanos, com uma sala, um telefone, um funcionário, um abnegado dirigente e um futuro assustador pela frente.

Quatorze meses após a fundação, a Unimed contava com 64 cooperados, no entanto uma Assembléia Geral convocada pela diretoria, para realização em 12 de abril de 1985, teve a presença de apenas 4 participantes: Pita, Marta e Edney, pela Diretoria Executiva e Marcos Prado, vogal do Conselho de Administração. Era a terceira Assembléia Geral da cooperativa, a primeira para aprovar as contas da diretoria referentes ao exercício anterior. Por falta de quórum ( era exigida um número mínimo de 10 cooperados presentes em terceira convocação), a Assembléia não se realizou. Em maio, finalmente ocorreu a Assembléia Ordinária, com a presença de 13 cooperados, que findou por não aprovar o balanço do exercício anterior, em função de inadequações nos lançamentos contábeis. Outra assembléia teria que ser realizada para aprová-las. Um novo Conselho Fiscal foi eleito para o biênio 85-86, assim constituído: Titulares – Antonio Garcia Filho, Naira Carvalho Villar de Souza e Joel Torres. Como suplentes, José Maria Rodrigues Santos, Neide Costa Tavares e Maria Magali Bomfim. Essa Assembléia foi comandada pela cooperada Naira Villar e secretariada por Marta Hagenbeck. Entre os presentes, Ailton Pita Falcão, Joel Torres, Neide Tavares, Edney Caetano, Magali Bomfim, Lucio Prado Dias, Angela Dias e Marcos Prado Dias, Jaíra Tavares, Coronado e Edson Freire. Uma nova convocação, publicada em edital na Gazeta de Sergipe de 16 de setembro, conclamava os cooperados para outra Assembléia Geral em 26 de setembro. Mais uma vez, não houve quórum, pois apenas três cooperados compareceram: Pita, Edney e Neide. O balancete não podia assim ser aprovado.

A situação preocupava, pois terminava o ano de 1985 e o balanço de 1984 ainda não havia sido aprovado. Foi feita então uma mobilização para angariar mais cooperados e uma nova assembléia, convocada para novembro, finalmente aprovou as contas do ano anterior. Isso aconteceu no dia 8 de novembro, com trinta cooperados presentes, um número recorde! Presidiu a Assembléia o Dr.Nelson Maia e dessa vez o contador João Bosco Ramos foi mais convincente, conseguindo aprovar as contas por unanimidade. Com a saída de alguns membros dos Conselhos, tornou-se necessária uma nova eleição. Para o Conselho Fiscal, foram eleitos como titulares, para se somar a Antonio Garcia e Joel Torres, o médico Edney Freire Caetano e como suplentes Carlos Alberto Mendonça e Marbene Guedes, ao lado de Magali Bomfim. Aconteceu ainda uma outra eleição para compor a Diretoria, com a doutora Neide Tavares passando a ser a vice-presidente e o Dr. George Correia o novo Superintendente. Para atuar como vogais foram eleitos João Maria, Flávio Couto, Nelson Maia, Osvaldo Ávila, sendo mantidos Marcos Prado como vogal e Pita Falcão como presidente. O Conselho Técnico ficou assim constituído, como titulares: Marta Hagenbeck, Ângela Góes, Graziela Chica Marcolina e como suplentes Denise Tavares, Edson Freire e Maria de Fátima Medeiros. Ainda nessa assembléia, o Dr.Pita pediu a compreensão pelo atraso nos pagamentos das faturas, pois a cooperativa estava sem fluxo de caixa para honrar seus compromissos, mas à medida que novos clientes fossem sendo admitidos os recursos iriam chegar e dessa forma poderia promover o pagamento. Paciência é o que não faltava aos cooperados. O ano de 1985 se encerrava e a Unimed contava com pouco mais de 1000 clientes.

 

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1986 não começou com boas notícias. Uma Assembléia Geral realizada em 23 de janeiro, com 17 médicos presentes, dos quase 90 associados, aprovou a subscrição de mais 200 cotas-parte pelos cooperados, medida não obrigatória, mas que muitos terminaram sendo persuadidos a aceitar, em função da necessidade de prover recursos para a cooperativa. Nessa mesma assembléia foi aprovado o início da comercialização dos planos particulares e o primeiro cliente “pessoa física” da Unimed Aracaju foi a Sra. Rosa Margarida Souza (foto à esquerda), filha do Dr.Osvaldo Souza, ortopedista, à época vice-presidente do Conselho Regional de Medicina, que era presidido pelo Dr. Paulo Freire de Carvalho. O plano oferecido pela Unimed consistia de consultas médicas, exames e internamento em enfermaria, com carência de 90 dias para os dois primeiros itens e de 180 dias para internamento. Os preços estavam fixados em duas faixas: até 59 anos cobrava-se Cz$ 80,00 ( oitenta cruzados) e acima dessa idade, o dobro, Cz$ 160,00.

Em março de 1986, a AGO, com 17 cooperados, aprovou as contas da diretoria referentes ao exercício anterior, sem maiores dificuldades. Segundo Dr.Pita, os planos particulares vinham tendo uma boa receptividade. A expectativa era terminar o ano com mais de 2000 clientes e isso parecia uma meta não muito difícil. Ele ainda pediu aos cooperados que orientassem suas atendentes a exigir dos clientes, na hora do atendimento, as notas duplicatas quitadas. Para “entrar” como usuário da Unimed, o cliente ainda pagava uma taxa de inscrição que variava de Cz$ 60,00 a Cz$ 120,00, a depender da idade e assinava 12 notas duplicatas como valor de mensalidade. O controle maior deveria ser feito pelo cooperado no local do atendimento, uma vez que os pagamentos das duplicatas eram feitos diretamente na sala que a cooperativa ocupava na SOMESE. Nessa altura, mais dois funcionários haviam se incorporado à empresa: Marta Xavier e Ednilson Gonzaga. Curiosamente todos eles ainda hoje permanecem ligados à cooperativa. Hélia, a primeira funcionária, é nos dias atuais proprietária da concessionária Univend, empresa que ela criou quando a Unimed optou por terceirizar seus serviços de venda, em 1999, e os dois últimos ainda são funcionários ativos da UNIMED. Os três, juntamente com Pita, faziam todos os serviços da cooperativa. Vendiam planos, credenciavam clínicas, recebiam faturas, controlavam o financeiro e iam pessoalmente entregar o pagamento dos médicos no consultório de cada um cooperado. Às vezes, um cheque com o valor de apenas uma consulta. Tempos difíceis, árduos, penosos. Às vezes, os três eram obrigados a sair da sala ao mesmo tempo para resolver problemas diversos e tinham que fechar sua única porta, a única que a cooperativa possuía, deixando clientes esperando do lado de fora, até regressarem.

Ainda nessa Assembléia, a plenária aprovou a remuneração equivalente a 3 salários-mínimos para o Presidente e 1,5 salários-mínimos para o vice-presidente, mas com uma condição. Eles somente receberiam quando houvesse sobras. Depois dessa Assembléia, não houve mais nenhuma reunião plenária em 1986, com a Unimed encerrando o ano com 2.290 clientes e 94 associados.

Em 15 de abril de 1987, na Assembléia Ordinária convocada para discussão e aprovação do balanço do ano anterior, 13 cooperados se fizeram presentes, aprovando as contas e propondo novas estratégias para o crescimento da cooperativa. A sessão de votação do balanço foi comandada pelo doutor Carlos Vieira e pela primeira vez se falou em propaganda na Unimed. Coube à cooperada Marbene Guedes a proposta de se colocar placas no caminho da Atalaia e em pontos estratégicos da cidade e o Dr.Carlos Alberto Mendonça sugeriu que se colocasse uma propaganda no programa esportivo da Rádio Cultura. Renovou-se o Conselho Fiscal, que ficou assim constituído: Titulares: Antonio Garcia, Antonio Bandeira e Antonio Sérgio Andrade e como suplentes: Marbene Guedes, Djair Lima e Joel Torres. O ano tinha sido promissor.

Em 25 de agosto de 1987, demonstrando o pouco interesse dos cooperados com o desempenho de sua empresa, uma assembléia convocada extraordinariamente para ocorrer em sua nova sede, não aconteceu por falta de quorum. Apenas seis cooperados compareceram. Obrigada a deixar a Somese, que passaria por reformas profundas na administração de José Hamilton Maciel Silva, a Unimed mudou-se para um imóvel alugado situado à Rua Dom José Thomaz, 358. No entanto, o ano foi de franco crescimento para a cooperativa. Dobrou-se a carteira de clientes, com 4.200 usuários e novos médicos tornaram-se cooperados, perfazendo um quantitativo de 145 associados. Os resultados econômico-financeiros, no entanto, não haviam sido favoráveis, com um prejuízo de Cz$ 13.870,00.

Numa sessão plenária ordinária, realizada em 29 de março de 1988, para apresentação dos resultados do ano findo, os cooperados assumiram a responsabilidade pelos resultados da operadora. O prejuízo foi pela primeira vez rateado com todos os cooperados, cada um arcando com a sua parte, algo em torno de Cz$ 27,00. Esta Assembléia, realizada no Centro de Treinamentos de Professores, espaço criado pela Secretaria da Educação no antigo colégio Jackson de Figueiredo, situado à Praça Olímpio Campos, contou com a presença de dirigentes de outros segmentos cooperativistas e de gerentes do Banco Nacional de Crédito Cooperativista – BNCC, José Rodrigues de Vasconcelos e Annacy Amorim Santos (que meses depois viria a ser Gerente Financeira da Unimed), do Presidente da Organização das Cooperativas de Sergipe – Ocese, o Sr. Francisco Alves e do Diretor da Senacoop, o Sr. Osvaldo Gomes do Nascimento. Na oportunidade, foram eleitos novos membros para os Conselhos e para a diretoria, que passou a contar com o Dr.João Maria de Oliveira Ribeiro nas funções de Superintendente, ao lado dos médicos Pita Falcão, como presidente e Neide Tavares, como vive-presidente, mantidos nos cargos. Como vogais do Conselho de Administração foram eleitos os médicos Nelson Maia, Flávio Prado Amado, Simone Matos, Edvan Fonseca e Carlos Alberto Melo Santiago. Para o Conselho Técnico foram eleitos os cooperados Clóvis Andrade, Antonio Carlos Vieira, Maria Jaíra, Celso Fonseca, Anselmo Mariano e Maria Magali Bomfim, os três primeiros efetivos e os outros suplentes. O Conselho Fiscal ficou constituído com a presença dos médicos Antonio Sérgio Andrade, Djair Lima e Flávio Couto, como efetivos e Vera Lúcia Borges do Nascimento, Lucy Mary Gomes e Suzana Dantas Passos Gonçalves, como suplentes.
O Dr.Pita Falcão manifestou aos presentes o seu entusiasmo com o crescimento da cooperativa, que apenas nos últimos dois meses tinha dobrado o seu número de clientes com as vendas de planos particulares. No entanto, mostrava grande preocupação com a instabilidade econômica do país, a inflação galopante, a recessão. Os Planos Cruzado I e II, no Governo Sarney, trouxeram forte desequilíbrio à cooperativa e pela primeira falava-se em empréstimos bancários, através do BNC e do BNCC.

Em abril de 1988, a Unimed mudaria novamente de endereço para um novo imóvel, mais amplo, localizado à Rua de Maruim, 201. Em agosto, os cooperados aprovaram remuneração, na forma de pró-labore, para os diretores (1.500 CH para o presidente e 812 CH para os demais diretores) e pela primeira vez os vogais dos Conselhos passariam a receber jetóns pela cédula de presença nas reuniões (53 CH). Apesar de todas as dificuldades mercadológicas e na relação com a rede credenciada, em função das tabelas praticadas, a Unimed termina o ano de 1988 com 6.400 clientes e 255 médicos cooperados e com um resultado financeiro favorável, uma sobra de NCz$ 21.508.171,00.

Na Assembléia Ordinária realizada em 26 de abril de 1989, no novo auditório da Somese, totalmente reformado, os cooperados pela primeira vez tiveram notícias auspiciosas. O resultado do exercício do ano anterior havia sido favorável e de uma forma interessante e madura decidiram que as sobras deveriam ser absorvidas pela cooperativa para formar um fundo de reserva objetivando a aquisição de uma sede própria ou de um terreno para uma futura construção. Na mesma Assembléia, foi eleito o novo Conselho Fiscal com os médicos Djair Lima, Jane Melo e Ângela Dias como efetivos e Antonio Sérgio Andrade, Maria Magali e Conceição Prudente como suplentes. Ainda nessa Assembléia, foi aprovado um aumento no pró-labore dos diretores, que passou para 2.000, 1.000 e 850 CH respectivamente para o Presidente, vice e Superintendente. Em função da necessidade de uma maior permanência do Presidente na sede da cooperativa, foi aprovada ainda a concessão de uma ajuda de custo na ordem de 790 CH por mês.

A Unimed fechava o ano de 1989 no “vermelho”, apesar de ter registrado um crescimento recorde na sua carteira de clientes, superando a marca de 100%. Em 1989, o número de usuários Unimed mais que duplicou, terminando o ano com a expressiva marca de 13.300 clientes. A cooperativa, depois de 5 anos de existência, finalmente entrava numa primeira fase de consolidação, com os médicos também aderindo ao novo modelo de prestação de serviços. Agora, 328 médicos estavam integrados como cooperados e em função da necessidade de novos espaços, a sede foi mudada em 18 de setembro para a Rua Vila Cristina,254. Para fortalecer sua posição na mesa de negociações, cada vez mais difícil com os prestadores, o Conselho de Administração autorizou a participação da cooperativa na Associação dos Planos de Saúde do Estado de Saúde - Asplase, entidade recém-criada formada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Camed, Casse, Petrobrás e outras empresas de autogestão.


Mas o plano Collor I, que terminou por liquidar o Banco Nacional de Crédito Cooperativista, deixou a Unimed em maus lençóis. Mas grave do que ter suas contas bloqueadas pelo pacote econômico, o fechamento do Banco foi desastroso para a cooperativa, uma vez que mais de 80% de suas reservas estavam depositadas nessa instituição. Sem dinheiro para pagar aos diversos prestadores, a Unimed experimentou a sua crise mais profunda desde a fundação. Hospitais e clínicas ameaçavam se descredenciar, clientes solicitavam exclusão, os cooperados reclamavam do atraso. A salvação veio através do Banco Sudameris e do Banco do Estado da Bahia – Baneb. Começava uma nova fase na vida da cooperativa, a da dependência financeira junto aos aglomerados bancários, que evoluiu para uma situação insustentável nos anos futuros.

Em fevereiro, a Unimed criou a função de supervisor hospitalar e convidou o Dr.Milton Medeiros para realizar os exames de perícia prévia em pessoas interessadas em adquirir o plano de saúde com idade acima dos 50 anos. A decisão deveu-se à preocupação já reinante com a presença de doenças e lesões pré-existentes, que impactavam fortemente sobre os custos. Logo em seguida, o Dr.Milton, juntamente com o Dr.Hudson Figueiredo, foram conduzidos à condição de diretores adjuntos por decisão do Conselho de Administração, atuando no SOMS – Serviço de Orientação Médico-Social.
A Assembléia de maio de 1990, para aprovar as contas da diretoria, foi marcada pela tensão e pela enorme preocupação com os destinos da cooperativa. Não foi rateado entre os cooperados o prejuízo do exercício, com a Unimed optando por procurar o sistema bancário para equilibrar suas finanças. Afinal, a porta já estava aberta... Elegeu-se um novo Conselho Fiscal para o exercício de 1990-1991. Vera Lúcia Borges Nascimento, Maria Jaíra Dias Tavares e Marcos Simões, como titulares e Maria Magali Bomfim Alves, Antonio Celestino Santos e João Augusto Figueiredo como suplentes. Ainda nessa Assembléia foi criado o Plano Unimédico, para atender a classe médica, com benefícios adicionais para aqueles que fossem cooperados.

Em outubro, com a presença de 12 cooperados, aprovou-se um novo Estatuto para a Unimed Aracaju. O ano terminava e a cooperativa mostrava seus números: 16 mil clientes e 377 cooperados. Esse contingente já justificava a expansão do quadro de colaboradores da cooperativa. Com isso, o número de funcionários da Unimed

foi ampliado. Para comemorar o espírito do Natal, um jantar de confraternização reuniu diretores, conselheiros e colaboradores em um restaurante da cidade (foto).

Ainda neste ano de 1990, Aracaju recebeu representantes de todo o Nordeste para a realização da II Convenção Regional Norte-Nordeste do Sistema Unimed. A solenidade de abertura (foto), ocorrida no Hotel Parque dos Coqueiros, contou com a presença do Dr.Edmundo Castilho e lideranças do movimento cooperativista nacional.


Logo em janeiro de 1991, o Brasil é sacudido pelo plano Collor II, que volta a atingir a estrutura financeira da cooperativa. Não bastasse o desacerto da política econômica do governo, havia ainda as eternas cobranças e ameaças de suspensão do atendimento por alguns prestadores. Em 22 de maio de 1991, uma Assembléia Geral Ordinária, convocada pela Diretoria, não se realizou por falta de quorum. Apenas quatro pessoas compareceram: os três membros da diretoria e mais um cooperado, o Dr.Samuel Freire. Nova assembléia foi convocada para 5 de junho de 1991 e dessa vez as contas foram aprovadas. Presidiu a sessão o Dr.Osvaldo Souza. As sobras do exercício, por sugestão do Dr.Samuel Freire, foram absorvidas pela cooperativa para fazer frente às suas despesas. Nessa Assembléia, o Dr.Carlos Alberto Mendonça, que secretariou a sessão, propôs que as sobras do exercício fossem aplicadas em benefícios para os associados, como a criação de um fundo de reserva para atender os médicos incapacitados temporariamente para o trabalho, a realização de eventos e capacitação profissional. Na oportunidade foram eleitos os membros do Conselho Fiscal, com a seguinte composição: Osvaldo Souza, Marcos Simões e Menilson Menezes, como efetivos e João Figueiredo, Samuel Freire e Sérgio Andrade, como suplentes. Ainda nessa Assembléia, a proposta da diretoria para a compra de um terreno na Coroa do Meio, com o objetivo de construção futura de uma sede própria foi recusada.

Mais duas assembléias, realizadas em 05 de junho e 31 de julho de 1991 – discutiram e criaram o Fundo de Assistência ao Cooperado – FAC, definindo valores de prêmios e benefícios para os cooperados impossibilitados de trabalhar. Para compor o fundo, a cooperativa reteria 2% da produção de cada cooperado e participaria com 1,5%. No entanto, proposta de se criar um auxílio maternidade para a cooperada, foi recusada por cinco a quatro e curiosamente contou com o voto contrário da Dra.Neide Tavares, irritada com o desinteresse das médicas para com a sua cooperativa.

Pela primeira vez uma Assembléia Geral Extraordinária contou com um número expressivo de cooperados e nela se discutiu os primeiros índices de utilização que mais tarde viriam a se constituir nos indicadores de sinistralidade. Isso aconteceu em 3 de dezembro de 1991. Os números crescentes de utilização começavam a preocupar, comprometendo o resultado financeiro da operadora. O médico Rodrigo Nabuco Teixeira, expressando o pensamento da maioria dos presentes nessa histórica Assembléia, em número de 30, ressalta que a responsabilidade do gerenciamento da cooperativa não era só dos diretores e conselheiros e sim de todos os cooperados, que como ele, vinham se omitindo ao não freqüentar as assembléias. Em função dessa ampla discussão e participação, as primeiras medidas começaram a ser discutidas e implementadas, tais como a implantação do setor de auditoria e perícia, do agendamento de procedimentos, da limitação dos números de exames, entre outras ações.

A Unimed terminava o ano de 1991 com 21 mil clientes e 390 cooperados. Crescia, mesmo com a crise. Em 1993, adquiriu um imóvel na Rua Arauá (foto), onde instalou a sua primeira unidade própria para realização de exames laboratoriais, não sem antes experimentar uma verdadeira guerra ideológica entre um grupo que defendia o purismo cooperativista e outro que lutava pela introdução de recursos próprios com instrumento para redução de custos e balizamento de preços.
Em 1995 foi iniciado o serviço de transporte inter-hospitalar de pacientes através de uma empresa terceirizada, mas logo em seguida foi estruturado o segundo serviço próprio da cooperativa, com a inauguração do SOS Móvel, que teve sede na Rua Vila Cristina esquina com a Rua de Campos. Navegando em mares turbulentos, centralizando ações e procedimentos administrativos, com a

conivência da maioria dos cooperados, ausentes das assembléias e portanto das suas decisões, entrando na perigosa ciranda financeira dos bancos, tudo isso foi gerando um sentimento de preocupação e insatisfação crescente no seio dos cooperados e que culminou, no final de 1995 e início de 1996, com o surgimento de um núcleo de oposição à diretoria de então, que resistia à abertura de um canal democrático de discussão e gestão compartilhada.

Pela primeira vez a Unimed Aracaju experimentava uma disputa eleitoral, com duas chapas concorrendo às eleições marcadas para março de 1996. Pela situação, a chapa Consolidar, e pela oposição a chapa Renovar, idealizada e estruturada na Sociedade Médica de Sergipe, sob a liderança de Lúcio Antonio Prado Dias, seu presidente e que em editorial de primeira página do jornal da entidade, em janeiro de 1996, lançava uma palavra de ordem. Dizia ele: “O desafio que ora se coloca para os médicos cooperados ou, pelo menos, para aqueles que se entendem organizados em uma cooperativa, e não apenas o credenciado de mais uma empresa, é tornar a Unimed capaz de enfrentar os apelos inerentes ao crescimento e consolidação de uma grande empresa, organizada sob a forma de uma cooperativa, que deve ser financeiramente viável, moderna e avançada do ponto de vista administrativo, criteriosa do ponto de vista técnico e ético, competente na prestação de serviços...” E arremata: “A Somese, entidade mor de todos os médicos de Sergipe, almeja que o despertar de novos rumos desabroche do espírito dos cooperados. Cumprindo pois sua obrigação abre, nesse instante, um grande e democrático espaço para discussão das diversas proposições, entendendo que a OXIGENAÇÃO de um processo eleitoral brevemente desencadeado representará um marco na trajetória da singular e, quem sabe, um norte para novos caminhos”. Estava dado o recado.

Em março, ocorreram as eleições e a chapa da situação venceu por apenas dois votos, num processo conturbado e polêmico. Para não prejudicar a imagem da empresa e prolongar divergências e embates jurídicos, a chapa de oposição abdicou de direitos e reconheceu a vitória do oponente, num gesto magnânimo e que marcou oficialmente a instalação de uma oposição responsável dentro da cooperativa. Não durou muito e em meados do ano seguinte, “estourou” uma crise interna que se prolongou até 5 de maio de 1998, quando uma Assembléia Geral Extraordinária convocada pelo Conselho Fiscal, declarou vagos os cargos de presidente e vice-presidente, nomeando uma diretoria provisória comandada pelos cooperados Carlos Alberto Mendonça, Neide Costa Tavares e Antonio Carlos Celestino como presidente, vice e Superintendente respectivamente. Em 20 de maio, uma nova Assembléia Geral elegeu a diretoria que comandaria a cooperativa até o final de mandato regulamentar (1998-2000), assim constituída: Presidente Carlos Alberto Mendonça, vice-presidente Lúcio Antonio Prado Dias e como Superintendente Antonio Carlos Celestino. O Conselho de Administração passou a contar com os seguintes vogais: Adelson Chagas, José Carlos Santana, Aécio Costa, Emerson Ferreira, Fernando Vasconcelos, José Sérvulo Nunes, Virgildásio Santos e Aderval Aragão, estes dois últimos remanescentes do antigo Conselho de Administração, que não ofereceram suas renúncias.

Nos dois anos de mandato tampão, essa diretoria promoveu um gestão de choque, com inúmeras realizações que levaram a cooperativa a resgatar o seu déficit financeiro e recuperar o prestígio seriamente abalado com a crise, não sem a participação e o sacrifício de todos os cooperados. Forte campanha de marketing institucional foi implementada, visando alavancar as vendas e a participação da Unimed nas ações de sustentabilidade começaram a dar os seus primeiros passos. Fato a destacar nesse período foi a promulgação da Lei 9.656, que passou a normatizar e a regular o funcionamento dos planos de saúde no Brasil, seguida da criação da Agencia Nacional de Saúde. Para um mercado totalmente desregulado, a criação da Agencia foi um marco importante na saúde suplementar do país.

Ainda em 1998, foi formulado o Plano de Diretrizes e Metas, contemplando um horizonte de 2 anos. Este documento foi elaborado a partir da análise crítica, especialmente do ambiente interno, desenvolvido pela Diretoria Executiva, Conselhos e Assessorias. Entre as diversas ações do Plano foram aprovados os novos Estatutos Sociais e o Regimento Interno, implantou-se o sistema de rateio (pró-rata) para a remuneração dos cooperados e foi fundada a Unicred Aracaju.

No ano 2000, a diretoria vigente foi eleita em Assembléia Geral para um mandato regular até 2004, sem inscrições de chapas concorrentes, permanecendo o atual ocupante da presidência, o Dr.Carlos Alberto Mendonça (foto) e elegendo os cooperados Lúcio Antonio Prado Dias e Alvimar Rodrigues de Moura como Diretor de Comércio e Mercado e Diretor Administrativo-Financeito respectivamente. Foram eleitos ainda como vogais do conselho de Administração os cooperados José Sérvulo Sampaio Nunes, Fernando Vasconcelos, Marcos Ramos Carvalho, Hildebrando Góes, Edílson Oliveira Cunha, Fábio Almeida Santos, Denise Tavares e Edson Franco.
Neste mandato, a Unimed Aracaju mudou de sede, instalando-se à Rua Socorro, 100, com novos espaços e maior conforto para os clientes e de nome, alterando a sua razão social para Unimed Sergipe, tornando-se assim a única singular no sistema a ter abrangência estadual. Este fato, aparentemente simples, ainda hoje serve de referência para todo o sistema e propiciou a abertura de escritórios regionais nas cidades de Estância, Lagarto, Itabaiana e Nossa Senhora da Glória.


Por não concordar com as diretrizes e algumas posturas impositivas da Confederação Norte-Nordeste e da Aliança Nacional Cooperativista, a Unimed Sergipe, de forma ousada, desligou-se do sistema e em seguida associou-se à Central Nacional Unimed, vinculada à Unimed do Brasil. O sistema, dividido por questões políticas e divergências eleitorais em 2 grandes blocos, tinha posturas diferentes para as diversas questões que envolviam o órgão regulador. Enquanto a Unimed Brasil assumia uma postura mais democrática e progressista na relação à ANS, o outro segmento insistia sistematicamente em não acatar as diversas normas regulamentadoras. Por entender que a agência reguladora havia chegado para disciplinar um segmento completamente anárquico, trazendo conquistas e organizando métodos, apesar de apresentar distorções e inconsistências graves, a Unimed Sergipe entendeu que o melhor era seguir os postulados da Unimed Brasil. E foi uma decisão acertada.

Intensificaram-se as ações de Responsabilidade Social, com a criação do Espaço Cultural – Cantinho da Arte, dando a oportunidade a inúmeros artistas da “terra” de mostrarem suas obras e realizações, nas artes plásticas, literatura, fotografia, música, artesanato, esculturas e outras manifestações populares. O patrocínio cultural foi importante para o crescimento de instituições como o Coral Canarinhos de Aracaju, a Sinfônica de Itabaiana, o Coral e o Grupo Instrumental Unimed.

Em 2002, melhorando continuamente o processo de planejamento, a Unimed Sergipe implantou o seu Planejamento Estratégico para o horizonte 2002-2005, através da metodologia formalizada da matriz “FOFA”, que permitiu identificar as Forças e as Fraquezas (ambiente interno) e as Oportunidades e Ameaças (ambiente externo). O referido trabalho foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar sob o comando do conselheiro Adelson Chagas, um entusiasta do modelo cooperativista, que importantes contribuições trouxe como membro atuante do Conselho de Administração, compatível com a sua atuação como líder de classe e empresário vitorioso.

Sempre na busca de novas soluções, com uma administração arrojada e de vanguarda, de forma pioneira no sistema, a Unimed Sergipe terceirizou as suas vendas e passou a comercializar somente produtos com co-participação nas consultas, tornando assim o cliente um co-gestor do plano. Para conseguir esse intento, a diretoria teve que resistir a fortes pressões da área de vendas, que via na medida um obstáculo para a prospecção de novos clientes.

Em 2004, Assembléia Geral elegeu para mais um mandato e de novo sem chapa de oposição a nova diretoria até 2008, assim constituída: Presidente, Carlos Alberto Mendonça; Diretor Administrativo: Alvimar Moura; Diretor de Negócios: Lúcio Prado Dias e Diretor Técnico, Roberto Maurício Ferreira Ribeiro. Como vogais, foram eleitos: Adelson Severino Chagas, Denise Tavares, José Carlos Santana de Oliveira, Ângela Maria Silva, Edílson Oliveira Cunha, Ricardo Barbosa Ramos e Fernando Vasconcelos, sendo que este último renunciou ao mandato logo no primeiro ano de administração.

Neste mandato, importantes passos foram dados para a consolidação da operadora. Afinal se comemorava o 20º aniversário de fundação da Unimed, cujo fato foi destacado através de uma campanha específica. A ampliação dos recursos próprios, com a instalação da segunda unidade diagnóstica, a criação do Serviço de Medicina Preventiva, o Sempre, com diversos programas de promoção à saúde em atividade, a aquisição de um complexo hospitalar, onde funcionava a Pronto Clínica, a implantação de Centro Clínico para atendimento a clientes de planos regulados e mais recentemente um produto dirigido ao mercado empresarial, o Simples Unimed, em parceria com a Associação Comercial e Empresarial de Sergipe – ACESE.

Com uma avançada gestão profissionalizada, utilizando os mais modernos recursos tecnológicos, a Unimed Sergipe recebeu, em 2007, da Agencia Nacional de Saúde, o Registro definitivo de funcionamento como operadora de Plano de Saúde, sendo a terceira Unimed do sistema ( composto por quase 380 unidades espalhadas pelo Brasil) e a primeira do Norte-Nordeste a receber esta certificação.

E mais: a primeira Unimed de capitais brasileiras e a única até 2007 a receber tal distinção! A Unimed Sergipe é líder do mercado de planos de saúde em Sergipe mas não é apenas uma operadora de planos de saúde. É uma organização que investe maciçamente na cultura, no esporte, nas artes e no meio ambiente. Por essa razão, a cooperativa recebeu, por cinco vezes consecutivas o Selo de Responsabilidade Social, conferido pela Fundação Unimed Brasil às singulares que promovem ações socialmente responsáveis, apóiam o esporte e projetos culturais.

A chave para o sucesso não residiu apenas na estrutura ou na credibilidade dos profissionais que vêem dirigindo a Unimed Sergipe. O segredo se baseou na adoção da filosofia da qualidade de vida, seja para o cooperado, para o cliente ou para a população em geral. O resultado foi o desenvolvimento sustentável de uma sociedade cheia de saúde.

Os frutos colhidos nos tempos atuais encontram de fato raízes em 1998, com o início de uma nova gestão, e em 2002, ano em que foi elaborado o Planejamento Estratégico da empresa. O plano de negócio foi construído coletivamente, com a participação ativa do corpo técnico, gerencial e diretoria. A partir das discussões em torno do cenário econômico, político e social, e da análise do ambiente de atuação da Unimed Sergipe, escreveu-se a Visão de Futuro da cooperativa: “Ser referência nacional na assistência à saúde e na valorização do trabalho médico”.

Estabeleceram-se, então, cinco coordenadas estratégicas, em torno das quais se
organizaram as ações da cooperativa até o ano de 2007.
Aprimorar a gestão foi o primeiro grande desafio enfrentado a partir das reflexões do Planejamento Estratégico. O objetivo delimitado foi a disseminação de um modelo empresarial baseado na valorização das competências internas e entendimento do trabalho sistêmico da organização. Diversas ações e projetos foram desencadeados a partir de então, tendo como metas a sensibilização de cada associado para a importância de pertencer a uma cooperativa e, ao mesmo tempo, integrar e fazer funcionar uma operadora de planos de saúde.

Nesse sentido, buscou-se empregar a cultura da descentralização, na qual as decisões estratégicas para o futuro da cooperativa passassem a ser construídas em uma sistemática participativa. Instituiu-se curso de formação continuada sobre cooperativismo, o Farmacoop, que estabeleceu espaços de discussão de fundamental importância para a preparação de novas lideranças. A educação para o cooperativismo mostrou-se prerrogativa imprescindível para garantir a manutenção das conquistas do presente e o êxito sobre os obstáculos do futuro.

Uma outra coordenada estratégica visou intensificar o desenvolvimento de ações para fortalecer e ampliar as relações da Unimed Sergipe com o mercado.Com o objetivo de melhorar o desempenho de seus planos de saúde, a Unimed Sergipe recebeu a adesão de 200 médicos nos últimos sete anos. A conseqüência direta foi o aumento do número de clientes, que viram na prestação de serviços da cooperativa o efetivo compromisso com a melhoria da qualidade de vida. De 2000 a 2007, o crescimento no número de usuários foi de 25%. A Unimed Sergipe também investiu na ampliação de sua rede de atendimentos a planos de saúde empresariais, com o foco nas micro e pequenas empresas.

Os honorários médicos dos cooperados sofreram um processo de valorização, tomando por referência a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos. A codificação da CBHPM foi adotada em Sergipe antes mesmo de ser implantada no Intercâmbio Nacional Unimed.

A Unimed Sergipe realizou, em 2005, a vistoria técnica de mais de 150 prestadores da área de diagnose e terapia credenciados. A partir do levantamento das condições oferecidas por toda a rede assistencial contratada, desenvolveu um sistema de classificação por complexidade dos serviços. A cooperativa foi a única operadora local a investir recursos na realização de vistorias de toda a sua rede credenciada, o que demonstra a seriedade do trabalho desenvolvido e a preocupação com o bem-estar do usuário.

A cooperativa implementou o programa Unimed Domiciliar, cujo principal objetivo é
humanizar o atendimento de pacientes que já receberam alta médica, mas que ainda precisam de cuidados domiciliares. A assistência é dada por equipe multidisciplinar, composta por médicos, enfermeira, assistente social,fisioterapeuta, psicólogo e auxiliar de enfermagem.

Outro fator importante que garante à Unimed Sergipe a posição de liderança no mercado é o investimento em tecnologia. Os usuários dos planos de saúde da cooperativa são identificados através de um aparelho leitor de impressões digitais. A modernização dos atendimentos e serviços prestados nos consultórios médicos, clínicas, laboratórios e hospitais credenciados agiliza a transmissão de informações entre os cooperados e a cooperativa.

A Unimed Sergipe tem duas unidades próprias de diagnóstico, que respondem por mais de 70% da quantidade de exames realizados anualmente. As unidades estão centralizadas num espaço moderno e bem equipado. O cliente dos planos Unimed pode fazer exames dos mais simples aos complexos, com segurança e agilidade.

Os números mostram a consolidação da cooperativa, a quem milhares de pessoas depositam a confiança numa prestação de serviços diferenciada. O cenário estimulou a reflexão em torno da necessidade de investir em uma unidade hospitalar própria, a exemplo do que ocorreu em outras singulares em todo o país. O projeto foi iniciado com a aquisição de uma unidade que está sendo transformada num moderno hospital geral. O impacto será positivo e vai refletir diretamente na remuneração de cada cooperado.
O desenvolvimento de ações de impacto social e foco na responsabilidade pública da empresa são as diretrizes de mais uma coordenada estratégica. A cooperativa vem desenvolvendo diversos projetos que enaltecem a qualidade de vida, através de ações na área cultural, social, esportiva e de meio ambiente. Para ser uma referência como prestadora de serviços na área da saúde, a Unimed Sergipe cuida, antes de tudo, do seu público interno. O programa “Saúde ocupacional para funcionários” contempla diversas ações que envolvem os colaboradores. Aulas de ginástica laboral, educação física e atividades que estimulam o voluntariado são desenvolvidas. Colocar o funcionário como peça fundamental da organização é o que permite o melhor atendimento aos clientes.

O “Cantinho da Arte”, com sete anos de implantação, tem sido referência para a criação de outros espaços de valorização artística em Sergipe. Quase 500 artistas, das mais variadas área,s já expuseram seus talentos nesse período. A Unimed Sergipe estimula o desenvolvimento artístico de crianças e adolescentes que compõe o coral “Canarinhos de Aracaju”. A cooperativa patrocina os uniformes e o transporte para as apresentações, além de garantir assistência médica aos integrantes. A freqüência e o bom desempenho escolar são pré-requisitos para fazer parte do grupo de canto. Já que o assunto é música, não se pode esquecer a Orquestra Sinfônica de Itabaiana, também patrocinada pela Unimed Sergipe.Composta por crianças e adolescentes com idades ente 10 e 17 anos, a orquestra é mantida pela Filarmônica Nossa Senhora da Conceição, a mais antiga instituição do país. O apoio da Unimed se destina à manutenção da filarmônica, que engloba uma escola de música, bandas infantil e adulta e um coral.

A Unimed Sergipe também incentiva o esporte, através do patrocínio dos ciclistas Nilton Soares e Viviane Lourenço. Nilton Soares é pentacampeão na categoria Elite, do Campeonato Sergipano de Ciclismo, e Viviane Lourenço, que até 2007 ocupava o 15º lugar no ranking nacional. Os atletas recebem uniformes e ajuda de custo. A mais recente parceria foi fechada com o Clube Sportivo Sergipe, o mais tradicional clube de futebol do Estado e detentor da maior torcida. A Unimed Sergipe já
promoveu duas oficinas de Planejamento Estratégico junto aos diretores e jogadores do clube de modo a construir uma administração profissionalizada e moderna. O investimento da cooperativa se dá nas categorias de base, tendo como meta de médio a longo prazo a classificação do time para a segunda divisão do futebol brasileiro. As condições de trabalho dos atletas melhoraram. Eles agora contam com atendimento médico e psicossocial, novos uniformes e campos de treinamento.

Organizada pela Unimed Sergipe, em parceria com instituições públicas e privadas, as Olimpíadas Especiais já reuniram, até 2007, mais de três mil atletas portadores de necessidades especiais. Durante as Olimpíadas, crianças, adolescentes e adultos assistidos por instituições de todo o estado participam de atividades esportivas e recreativas. O objetivo maior do projeto é promover a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida através do esporte.

O programa Vida Iluminada é uma parceria da Unimed Sergipe com a Associação dos Deficientes Visuais de Sergipe que visa contribuir para a inclusão social do portador de deficiência. As ações envolvem aulas de Braile, cursos de informática e reuniões sociais destinadas à troca de experiência entre os integrantes. Em 2007, a Unimed cedeu em comodato um imóvel de sua propriedade para sede da AMUSE – Associação da Mulher Unimed, que coordena o Vida Iluminada.

Para atingir metas e objetivos estabelecidos no plano de negócios, o Marketing
desenvolveu um papel essencial. De acordo com a quinta coordenada estratégica, ações de comunicação se faziam necessárias para o fortalecimento e a ampliação da Unimed Sergipe. Esforços deveriam ser intensificados na ampliação da oferta de produtos competitivos e inovadores.Objetivos definidos, a equipe retomou o projeto do Jornal do Cooperado. Denominado de “Seu”, o informativo passou por uma revisão profunda da identidade visual. O resultado foi a conquista do Primeiro Prêmio de Comunicação do Sistema Unimed, como o melhor jornal entre as singulares de médio porte. O jornal do cliente passou a se chamar “Nosso”. Assim como o jornal dos cooperados, o informativo direcionado aos usuários ganhou novo formato e também passou a ser impresso em papel reciclado. E os colaboradores ganharam o “Meu”, um boletim mural e impresso a cada mês. No final de 2005 a Unimed Sergipe desenvolveu uma das mais importantes campanhas de publicidade já vistas no Estado. Com o objetivo de reposicionar a marca e estabelecer a ligação entre o nome Unimed e o conceito de qualidade de vida, a cooperativa passou a veicular a campanha “Viva Mais”.

Baseada na filosofia “carpe diem”, o projeto enfatiza que é essencial ao homem dedicar algumas horas do seu dia para fazer o que gosta, seja ficar mais com a família, fazer uma simples caminhada ou ainda reservar tempo necessário para uma boa noite de sono. A campanha institucional da Unimed Sergipe leva a mensagem de que a cooperativa é mais do que uma operadora de plano de saúde. É, também, uma aliada de seus clientes e do público na valorização dos pequenos aspectos do dia-a-dia que fazem a diferença na qualidade de
vida.

O resultado de tanto trabalho não poderia ser diferente. A Unimed Sergipe se consolida ano a ano como referência nacional na assistência à saúde e na valorização do trabalho médico. A profissionalização dos processos administrativos e a qualificação dos cooperados fomentaram o sentimento de que a organização só cumpre seu trabalho com destaque porque tem colaboradores compromissados com o futuro coletivo. Essa união transparece para os usuários e para a população em geral, que tem na Unimed Sergipe a imagem da empresa modelo quando o assunto é assistência médico-hospitalar. O reconhecimento vem em forma de premiações. A cooperativa venceu por sete vezes consecutivas o Top Of Mind / Top Correio de Sergipe, como a empresa de plano de saúde mais lembrada pelos sergipanos. O prêmio vem sendo conquistado pela Unimed Sergipe desde a primeira edição, em 2001. A marca Unimed Sergipe consegue reunir força, confiança e respeito ao usuário. Sentimentos trabalhados a todo instante, que fazem com que a cooperativa seja sinônimo de qualidade em todos os serviços prestados.

No final de 2007 a Unimed Sergipe finalmente foi contemplada com a ISO 9001/2000, através de certificação concedida pelo Bureux Veritas Certification. Foi o coroamento do trabalho e dedicação da sua diretoria e do seu quadro de colaboradores, que assumiram essa tarefao com determinação.

Em 2008, com a eleição de uma nova diretoria, encerrou-se mais um ciclo na vida da Unimed Sergipe. Entretanto, o fim é o início de um novo ciclo.É dar outra volta com um jeito novo de caminhar. Não é a realidade que acaba, é um novo sonho que começa, que nasce, cresce, nos faz respirar fundo. O fim justifica o recomeço, o novo. É a certeza que as sementes bem plantadas deram bons frutos e que a continuidade do processo está garantida com a presença das novas lideranças que construíram, com esforço, seriedade, dedicação e competência, no transcurso dessa trajetória, uma história vitoriosa.

Em 27 de março de 2008, em Assembléia Geral Ordinária ocorrida no auditório da Sociedade Semear, o Dr.Adelson Severino Chagas foi eleito para comandar a cooperativa nos quadriênio 2008-2012, como também o Conselho de Administração e o Conselho Fiscal, este para o exercício 2008-2009.

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Diretor Presidente
Adelson Severino Chagas

Vogais
Denise Tavarez Amaro da Silva
Ricardo Barbosa Ramos
Ângela Maria Silva
Alvimar Rodrigues de Moura
Carlos Alberto Barreto de Mendonça
Carlos Anselmo Lima
Edílson Oliveira Cunha
José Alberico de Lira
Virginia Passos
Walbert Martins



CONSELHO FISCAL

Mandato 2008-2009

Titulares:
Adriano Augusto Caldas Barros
José Hermano Marinho Júnior
Wolney Maciel

Suplentes:
Elisanio Souza
Marco Mesquita Salviano
Neide Costa Tavarez

Ao final da Assembléia, os diretores da Unimed que se despediam, Alvimar Moura, Roberto Maurício e Lucio Prado Dias prestaram uma homenagem ao comandante maior da cooperativa, Dr.Carlos Alberto Mendonça, que recebeu ainda da plenária o aplauso incontido e prolongado em reconhecimento e admiração ao grande trabalho realizado na Unimed Sergipe, nos últimos 10 anos.

Atualmente, a Unimed Sergipe possui aproximadamente 80 mil beneficiários e mais de 700 médicos cooperados, prontos para realizar atendimento. São seis unidades de negócios e duas unidades administrativas, além de uma vasta rede de hospitais, clínicas, laboratórios e serviços credenciados. Por ano, são realizados 7 mil atendimentos pré-hospitalares de urgência e emergência em UTI Móvel, 1.500 atendimentos domiciliares e mais de 100 mil exames complementares.

Nesses 25 anos, a Unimed Sergipe tem construído uma história de credibilidade e de competência. O patamar de melhor plano de saúde do estado é o resultado do trabalho sério realizado por médicos e por colaboradores, sempre focando no compromisso da melhoria da qualidade de vida dos que confiam na Cooperativa.


Elaboração textual:
Dr. Lúcio Antonio Prado Dias.
Médico cooperado e Membro da Academia Sergipana de Medicina



 
 
 
 
   
 
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